Marzo de 2008
Ambientalistas en Acción  # 63
INTERNACIONALES


Brasil

Carta de Via Campesina al Embajador de Suiza en Brasil por caso Syngenta

Embajador de Suiza pide disculpas por el hecho que Syngenta hubiera contratado pistoleros que dieron muerte a líder de la Vía Campesina en Brasil.
Senhor Embaixador,

A Via Campesina Brasil vem manifestar sua grande preocupação e indignação com o comportamento da transnacional de origem Suíça Syngenta Seeds no Brasil.
Em 21 de outubro de 2007, a empresa foi protagonista de um crime que chocou o mundo e levou a que centenas de organizações de Direitos Humanos repudiassem a atitude da Syngenta.

Nesta data, cerca de 40 "seguranças privados" contratados pela Syngenta e fortemente armados, atacaram militantes da Via Campesina que haviam ocupado pacificamente um campo experimental de propriedade da referida empresa. Como resultado da ação violenta, uma liderança da Via Campesina - Valmir Mota de Oliveira (Keno) - foi executado  à queima-roupa., e mais quatro pessoas ficaram gravemente feridas. Entre elas Isabel do Nascimento, que perdeu a visão. Um dos seguranças também foi atingido por disparos e morreu - segundo a polícia, ele teria recebido tiros dos próprios seguranças.

A Syngenta nunca assumiu a responsabilidade pelo que ocorreu e, apesar da existência de provas, as autoridades brasileiras não investigaram adequadamente o envolvimento da empresa nos crimes. Pelo contrário: graças à influência da transnacional nas autoridades locais, iniciou-se um processo de criminalização de dirigentes de movimentos sociais da Via Campesina. Mandatários das organizações de fazendeiros, aliados da Syngenta, também foram poupados pelo Judiciário, apesar da existência de provas contra eles, inclusive declarações públicas de incitação à violência contra os camponeses.
Os crimes ambientais cometidos pela Syngenta no Brasil estão na origem das violações de direitos humanos ocorridas em 2007.

Em março de 2006, a Syngenta foi multada pelo Ministério do Meio Ambiente por desenvolver experimentos transgênicos ilegais na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu, prática proibida pela legislação brasileira.

Após este fato, o governador do Estado do Paraná, Roberto Requião, para tentar resolver o conflito sem que outras violações de direitos humanos ocorressem, desapropriou o campo experimental com objetivo de transformá-lo em uma Escola de Agroecologia para atender aos camponeses e camponesas da região. A Syngenta recorreu ao Judiciário, e atualmente, um processo está tramitando perante o Poder Judiciário Brasileiro.

Enquanto isso, a Justiça Federal também reconheceu (em 30 de novembro de 2007), que a Syngenta está proibida de realizar experimentos com transgênicos na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu. Ainda assim, a Syngenta recusa-se a pagar a multa de R$ 1 milhão, determinada pelo Ministério do Meio Ambiente.

Atualmente, a Via Campesina continua ocupando pacificamente o campo experimental, para protestar contra a impunidade da Syngenta e também para continuar lutando contra a realização de experimentos ilegais no local. O local em que antes havia o plantio de transgênicos agora está produzindo alimentos. Os camponeses também plantaram um bosque de árvores nativas, recuperando o meio ambiente.

No entanto, neste momento, a Syngenta está pressionando o governo estadual para que utilize força policial para expulsar os camponeses do local.

Diante desta grave situação, envolvendo uma empresa de origem Suíça, e como cidadãos preocupados, solicitamos:

1.        Que o governo da Suíça envide esforços para que a Syngenta seja responsabilizada pela violência ocorrida em Santa Tereza do Oeste, que resultou na morte de duas pessoas e em graves ferimentos em mais quatro;
2.        Que o governo da Suíça tome atitudes para que a Syngenta respeite a lei brasileira, deixando de desenvolver experimentos com transgênicos em Santa Tereza do Oeste;
3.        Que o governo da Suíça envolva-se na solução do conflito,  apoiando a iniciativa do governo do Paraná de desapropriar o campo experimental,  para evitar que ocorram mais violações de direitos humanos.

Atenciosamente,

Via Campesina Brasil



Embajador de Suiza pide disculpas por el hecho que Syngenta hubiera contratado pistoleros que dieron muerte a líder de la Vía Campesina en Brasil.


"En nombre del gobierno de mi país, quiero pedir disculpas". Fue con esas palabras que el embajador de Suiza en Brasil, Rudolf Bärfuss, terminó la reunión con una comisión de mujeres de la Vía Campesina el viernes 7 de abril, en Brasilia.

Las disculpas estuvieron dirigidas a Íris Oliveira, esposa de Valmir Mota de Oliveira - conocido como Keno,  muerto en octubre de 2007, durante un ataque armado al área de experimentación transgénica de la transnacional suiza Syngenta en Paraná (Brasil), ocupada pacíficamente por la Vía Campesina como forma de denuncia.

Emocionada, la viuda entrego una carta (anexa)  al embajador, exigiendo que el gobierno suizo ayude a castigara  Syngenta por el acto de violencia y por los crímenes ambientales de los que es acusada. "Pido que la embajada se movilice para ayudar a retirar a Syngenta del país e impedir que otros crímenes como el que sacrificó a Keno  vuelvan a ocurrir. Él fue muerto de una manera cobarde por pistoleros que llegaron disparando violentamente", dijo. En respuesta, Bärfuss afirmó querer que la justicia brasilera investigue el caso "lo más rápido posible". "Acompañare el caso para exigir una respuesta para este crimen, pues nada justifica una ejecución como esa,  en la forma violenta como ocurrió".

Para Maria da Costa, del Movimiento de Pequeños Agricultores (MPA), el pedido de disculpas del embajador no es suficiente, "Queremos que se responsabilice a Syngenta por los crímenes que comete en Brasil, descritos en la lista de reivindicaciones. En muchos lugares del país, las mujeres están movilizadas contra las transnacionales que masacran, violentan y asesinan hombres y mujeres en todo el mundo. Queremos garantizar que ésto no ocurra nueva mente".

Después del acto en la embajada suiza, las trabajadoras se dirigieron al frente de la embajada de Colombia, donde realizaron una vigilia y entregaron al embajador de ese país una carta de apoyo al pueblo colombiano, exigiendo soberanía y libertad - principalmente "para las innumerables mujeres luchadoras mantenidas como prisioneras políticas por el estado o por sus organismos"

Por todo el país, las mujeres de la Vía Campesina continúan realizando acciones durante la jornada de luchas para mostrar a la sociedad la existencia de un proyecto alternativo de agricultura, basado en la producción familiar para el mercado interno, que respete la biodiversidad.
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